sábado, 4 de setembro de 2010

[In]verso

Cala-te e envergonha-te
Teus atos insanos não me compreendem
Fazes o que te é oportuno
Porém sofres silenciosamente.

Teu orgulho desapropria-te
Teu inverno aquece-te
Tua locura impulsiona-te

Condena-me por atos obscuros
Que subliminarmente visualizas

Perdurar o que invisivelmente vemos
O que atonicamente falamos
E o que sem tato sentimos

Realça o obscuro,
Alinha o itinerante
E atribua a nós
O desejo de Ser Feliz!!!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

TPM


Posso?!
Diz que sim e eu vou.
Vem
Mas e se não couber?!
Cabe. Sempre se tem um espaço.
Mas pode ser incômodo.
Claro que não. Sempre é bem vindo.
E se não estiveres feliz?
Me alegrarei.
E se por acaso eu não for aquilo que sempre sonhastes.
Certamente serás tudo e mais um pouco.
Não gosto disto. Sinto-me pressionada. Melhor não ir.
Pronto. Não vou!


Cabeça a milhão...
Coração na mão...
Mas esperar é a solução.
Rsrsrs

segunda-feira, 14 de junho de 2010

[In]equívoco

Rectifico o que havia dito,
E ratifico o que havia pensado
Cada sujeito é simples
Mente o que diz.
Colhe aquilo que planta
De acordo com o que lhe condiz.
És tu
Pida a lembrança
Que insisto em chafurdar.
Exasperas-me profundamente.
Como teia
Emaranha em meu pensar.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Falácia


















Desculpe-me as más linguas,
Espero que não as interrompa.
Certamente repletas de veneno
E alcunhas pejorativas.
Presto-me a gentileza de dizer
Ça va passer.
Aceito o diferido
Outorgando-me o direito de silenciar.

sábado, 22 de maio de 2010

Tudo novo de novo...


"Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente aonde outros já foram."

[Alexander Graham Bell]


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Amo!!!



Era tão bom... e eu sabia disto!!!
Sabia da falta que me faria,
Da saudade que teria,
Das noites de choro pelas lembranças boas que me traria,
Mas mesmo assim vivi...vivi até o último momento
Para hoje, serem lembrados com um sorriso nos lábios,
Lágrimas nos olhos
E o coração transbordando de felicidade.
Foram momentos maravilhosos e que a cada dia que re-re-re-vejo as fotos me fazem pensar o quanto fui e sou feliz ao lado destas pessoas
Amo muito vocês!!!!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A dor que mais doi...

"Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer."

Martha Medeiros


Pq ultimamente, sou só saudade...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O mundo siderado


"Espero um telefonema, e essa espera me angustia mais que de costume. Tento fazer alguma coisa e mal consigo. Ando de um lado para o outro em meu quarto: todos os objetos- cuja familiaridade normalmente me reconforta-, os telhados cinza, os ruídos da cidade, tudo me parece inerte, separado, siderado como um astro deserto, como uma Natureza que o homem jamais houvesse habitado."
Roland Barthes

Trecho extraído do livro: Fragmentos de um discurso amoroso.
Livro que me acompanha por alguns anos e que sempre me faz refletir de forma diferente a cada nova leitura feita.





domingo, 28 de março de 2010

Centro




"Hoje pensei sério: se me perguntassem o que mais desejo na vida, não saberia responder. Quero tudo. Mas esse ''tudo'' é tão grande, tão vago, que me sinto estonteado. É preciso ir limitando meu sonho, apagando as linhas supérfluas, corrigindo as arestas, até restar somente o centro, o âmago, a essência. Mas qual será esse centro, meu Deus, que não encontro?"

C.F.A.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sorte


Aproveite a sorte
Que está a sorrir.
Ela vem passageira,
E certamente te deixará feliz.

Acredite, ela existe.
Leve, solta e desimpedida.
Vem toda faceira,
Esperando ser surpreendida.

Quem tem, não a desperdiça,
Nem ao menos deixa escondida.
Outros torcem à espera dela,
Pois nem notaram que passou desapercebida.

Quando aparecer, não hesite.
Apanhe com unhas e dentes.
Logo, logo ela foge,
Favorecendo outrem que a pertence.

quarta-feira, 24 de março de 2010

À espera




"Si vous venez à quatre heures de l'après-midi, dès trois heures je commencerai d'être heureux"


[Antoine de Saint-Exupéry]

terça-feira, 23 de março de 2010

Lembranças




Lembro-me como se fosse hoje a primeira vez que te vi.
Estranho mas já se passaram anos e me incomodo todas as vezes que passo pela confeitaria que lanchávamos, todas as tardes ,antes das minhas aulas de Sociologia ou quando atravesso, com minha maquina fotográfica em punhos, as mesmas calçadas e praias, que muitas vezes atravessávamos. Recordo-me dos risos e gargalhadas que dávamos juntos quando conversávamos sobre as possíveis causas da nossa existência.
Parece-me que foi ontem que te vi a sorrir e perguntar-me o número do meu telefone. Lembro-me dos passeios de bicicleta no parque, que até hoje faço, porém sozinha. Como posso esquecer daquela primeira mensagem escrita no espelho do banheiro dizendo que iria sentir minha falta em sua viagem de negócios? Ou daquele bilhete deixado dentro da minha xícara de café visto quando retirei-a da prateleira na manhã de segunda-feira. Será que é loucura dizer que ainda tenho aquele pedaço de papel onde você rabiscou o nome dos nossos filhos e ainda desenhou os chachinhos da nossa primeira filha? E os recadinhos surpresa deixados nas páginas de minhas apostilas de Italiano? Relembro cada um deles.
Ainda guardo, no meu travesseiro, o cheiro do teu perfume misturado com o meu. Consigo sentir teu abraço quando a saudade transborda de meus olhos. Consigo escutar tua voz ao lembrar-me das nossas conversas sussurradas em meio ao caos. Assisto, abraçada ao travesseiro aquele filme que nunca conseguimos entender o fim. A sensação dos teus pés junto aos meus me faz adormecer mais serena e com um leve sorriso esboçado em meu rosto.
Parece que sinto-te em cada minuto do meu dia, em cada dia do meu mês, em cada brisa de manhã fria, em cada folha amarela de outono, em cada perfume de primavera, em cada floco de neve do inverno, em cada sol radiante de verão.

segunda-feira, 22 de março de 2010

O amor

"O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar."

[ Fernando Pessoa]

domingo, 14 de março de 2010

Na próxima vez...

Não sorria como tu sorris. Sorria com despedida, sem apego, sem afeto, assim será mais fácil.
Não me olhe como se já soubesse de mim, como se tudo fizesse sentido, com aquela malícia nos olhos.
Disfarce tensão com amenidades. Não suspire com inocência, mas sim com crueldade.
Não faça jus àquilo que dissestes para eu não sentir o que de mais intenso transpareceu.
Cala-te por instantes e me afaste de ti por completo. Com os olhos, mãos, coração, corpo e alma.
Despreze meus beijos pois assim confirmarei que não sentes a intensa volúpia e concordância que sentimos desde o primeiro.
Não me segure com força e nem ao menos tire-me do chão. Não se entregue. Não beije cada canto de meu corpo. Não busque aquele sexo minimalista. Seja incapaz de divertir-se e principalmente de divertir-me.
Não sofra com a falta e nem se mostre interessado com a presença.
Não use tua voz mais doce para acordar-me na calada da noite à procura de minha boca.
Não me admire enquanto durmo.
Minta ao me abraçares e não sussurres no meu ouvido quando, pela manhã, teu corpo estiver sobre o meu.
Não atribua mais dias a todos os outros que te conheci pois anteciparia-nos de um futuro perfeito.
Contribua para o desapego, para a sensação de abandono e para o descaso.
Dessa forma, conseguirei me despedir da tua alma e coração e não apenas da boca que me beija, dos olhos que me inquietam, do cheiro que me embriaga, dos braços que me envolvem, dos dedos que me tocam, da pele que me instiga, de ti que me complementa.
Da próxima vez que me encontrares, não me faça feliz.

sábado, 13 de março de 2010

Confissão

Confesso-te que errei.
Errei por mentir.
Mentir para nós,
e quem sabe até mesmo mentir por nós.
Menti para proteger-me e no fundo para proteger-te.
Menti por ser menos doloroso
Por ser mais conveniente
E acima de tudo por não compreender-me.
Errei por achar que sabia.
Sabia do meu gosto,
do meu jeito e do meu tom.
Sabia do meu futuro, do meu intuito
e daquilo que me era bom.
Mas quem disse que eu sabia?!
Quem disse que assim eu queria?
Errei pois não pesei.
Não pesei a dor que tinha
A dor que não me cabia
E que, por assim dizer, nem percebia.
Pesou-me tanto que assim me vi,
A mentir para quem não queria
A enganar-me com minha "sabedoria"
E assim afastar-te à revelia.
E agora o que hoje faço?
Mostro-me
E verás que tudo não passou
De uma doce fantasia.




quarta-feira, 10 de março de 2010

O reencontro




Ele apareceu na porta da sua casa e apertou a campainha.
Do lado de dentro da porta, um coração pulava a quilômetros por hora, com os olhinhos brilhantes e a sublime sensação de que apenas um simples pedaço de madeira separava quem há anos um oceano inteiro se interpôs .
Naquela fração de segundos um mundo passava pela sua cabeça, o universo sussurrava no seu ouvido fazendo com que agisse, mas parecia que todos os seus movimentos estavam lentificados.
Ali, ao lado da sua mala, outro coração saltava pela boca. A inquietude era vista na respiração ofegante, no passar da mão pelos cabelos e nas mãos suadas que seguravam uma florzinha colhida, alguns minutos antes, em um jardim desconhecido.
A porta se abriu e o mundo parou. Sem mover-se e sem contrair um músculo se quer, os olhos se encontraram, a respiração foi interrompida e o esboço de um sorriso envergonhado foi percebido. A atração dos corpos foi iminente. Neste exato momento, os braços foram complementados pelo corpo do outro, toda a saudade, e-mails não respondidos, as faltas cometidas, as idas e vindas...foram esquecidas e o momento foi eternizado. Aquele gosto tão lembrado tornou-se realidade, aquele cheiro deixou de permanecer no subconsciente para fazer parte do mundo real e as sensações foram todas colocadas à prova como se fosse a primeira vez que fossem percebidas.
Tudo foi tão vivo, real e concreto que o desenlace das mãos só ocorreu após algumas horas, quando a angústia de estar tanto tempo longe tivesse sido superada.
Difícil acreditar que apesar do tempo, da distância e de todos os acontecimentos, os encaixes continuavam os mesmos, assim como os gostos, os cheiros, o toque, o beijo, a pele e a sintonia de corpo, alma e coração.

terça-feira, 9 de março de 2010

Quero aquilo que...

Me sufoca como grito engolido,
Me desprende como voo de para quedas
Me inverte como se estivesse em pleno picadeiro
Me contradiz em cada palavra não dita
Me endireita a procura de minha boca
Me desfaz como açúcar na chuva
Me expande de felicidade
Me enlouquece como aquele beijo
Me tira a lucidez como vinhos e gargalhadas
Me faz ser diferente como Carnaval sem trio elétrico,
Me faz ser melhor do que eu mesma,
Me faz ser igual sem a mesmice
Me surpreende como ronrom de gato
Me instiga como leopardo à busca da presa
Me desintegra como numa aula de química
Me complementa no encaixe
Me aguça o instinto
E me transforma em quem eu jamais havia pensado que era.


E assim segue a vida...

sábado, 6 de março de 2010

Menu

Nao quero um amor drive thru,
Quero um amor diferente,
Um amor almoço de família grande,
Jantar de recém-casados,
Piquenique com amigos no parque.
Quero um amor
Que sirva para dois, sem pedir acompanhamento
Que tenha sal e açucar
Nem demais e nem de menos
Que seja caliente como pimenta
Suave como manjeiricão
E intrigante como um vinho
Que tenha gás como coca-cola
E cheiroso como café quentinho
Quero um amor como jantar chique
Que venha em pequenas quantidades
E te deixa satisfeito no final
Que mesmo o arroz com feijão mais básico
Te faça feliz como um churrasco de domingo
Que te surpreenda como sushi
Que apesar de pequeno e estranho é delicioso
Que te acorrente a alma como doce de leite caseiro
Que te entenda perfeitamente como um chocolate em TPM
Que te refresque como um picolé de limão no verão intenso.
Não me importo, às vezes, com um jantar francês
Que sirva para manter as aparências.
Ou quem sabe uma salada simples,
Desde que tenha variedade com um molho interessante
Quero um amor dia-a-dia,
Contando que não se caia na mesmice.
Que fique claro:
Não quero nada perfeito,
Mas que aguçe o meu paladar,
Me intrigue a cada garfada
E que me surpreenda no "pagamento".

Tem tanto poeminha perdido desse tempo todo que não "consegui" postar...





sexta-feira, 5 de março de 2010

Alma

Partiu
Para não voltar
Pare ai e tudo vai mudar.
Chore até um passo atrás,
Mas agora a dor sufoca e impulsiona a voar.
Sem anilhas, se desprende sem sofrimento.
Acorda para a corda não enforcar
Cresçe para não ter arrependimentos
Expande sem ressentimento.
Tudo se faz e refaz, mas nada é igual.
Se aprende com o novo,
Mas se repete como o velho.
Melhor pensar, repensar e acreditar

Viva, pois o tempo não espera
O amor não desintegra
E o passado não desaparece.
Ele é o ontem que permanece no hoje e será lembrado no amanhã.



Refletir demanda tempo...
Ando sem tempo.





segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Quem sabe se?!

Confesso duvidar
Se o acaso seria
Doce como o dia
Agitado como ventania
E divinal como ambrosia

Será que existiria,
Acaso sem tua companhia?
Saudade sem aquela alegria ?
Apego sem teu beijo em noite fria?

Confesso que gostaria;
D'um abraço com euforia.
Um carinho com fantasias.
E um beijo intenso
Ahhh, como eu queria!!!



Falando hoje sobre beijo e saudade, abraço e saudade, carinho e saudade, lembrei desse poeminha feito a algumas semanas atrás
Ohhhh saudade!!!